Paulo Chaves / BLOG

Comentários de notícias da imprensa, publicação de peças literárias (de minha autoria e de outros), palpites em quase tudo, sátiras e piadas, fotografias, indicação de sites e espaços da web, captação de comentários, etc.

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Local: Teresina, Piauí, Brazil

Jornalista, Publicitário, Editor e Escritor. No ramo desde 1979, a partir do extinto JORNAL DO PIAUÍ.

27 outubro 2006

O BRASIL AINDA É NOSSO

APOSTA


Após a leitura do texto seguinte, desafio apostadores de plantão:


BLAIRO IN APICIBUS JÚRIS

Adriana Vandoni (*)

Mas Milton me conte, você conseguiu votar? Estava apreensiva para saber o desfecho do Mandado de Injunção que ele havia ingressado no TSE para ter autorização de votar em trânsito. Ele possui domicílio eleitoral em Rondônia, mas mora em Brasília e nestas eleições, por motivos alheios à sua vontade, não poderia ir votar.

A atitude do Milton me interessou por considerar um despropósito o fato de um brasileiro que vive no exterior ter o direito de votar enquanto que muitos Miltons não têm. Alguns desses brasileiros vivem há tantos anos fora do Brasil, que se mantêm alheios aos acontecimentos políticos, faz sentido eles votarem? Sim faz. Mas faz sentido os Miltons não votarem? Claro que não!

Dr. Milton Córdova é advogado em Brasília e, assim como eu, é um indignado e questionador por natureza. Ficou inconformado com o fato de ver tolhido seu direito de participação no processo eleitoral. Não votou, mas abriu a discussão sobre o tema que possivelmente provocará uma mudança na regra.

Nesse bate-papo, passamos a discutir a tal da Verticalização. Desta vez era eu a inconformada. “Ora, isso só gerou aberrações e induziu à deslealdade partidária”, disse. Para Milton, apesar de algumas aberrações, o saldo foi positivo.

Pela explicação dele, a verticalização, nada mais é que a aplicação do Princípio da Coerência nas coligações. Uma tentativa de se estabelecer de uma vez por todas, coerência ideológica e fidelidade partidária.

Milton, baseado nesses Princípios legais e no episódio Blairo Maggi, levantou uma interessante tese que vai de encontro aos anseios do Ministro Marco Aurélio em seu discurso de posse no TSE: “o Brasil se tornou um país do faz-de-conta” e segue: “Que saiamos dessa com invencíveis anticorpos contra a corrupção, principalmente a dos valores morais, sem a qual nenhuma outra subsiste”.

Em sua tese, Milton diz que “as razões que levaram à verticalização das coligações são as mesmas do atual caso do governador Blairo Maggi, que se reelegeu para um segundo mandato, mas desobedeceu, de forma notória e expressa, orientação de seu partido, o PPS, antes da diplomação”.

Blairo foi muito contundente ao afirmar que já tinha pedido a sua desfiliação, inclusive um dos seus imediatos afirmou que levaria Roberto Freire ao Conselho de Ética do partido. Roberto Freire, por sua vez, foi logo afirmando que se Blairo não se desfiliasse, o próprio PPS o faria. Se um dos dois resolver seguir a risca o que disse, a tese do Milton se aplica. O processo eleitoral só se encerra após a diplomação e para alguns especialistas em direito eleitoral que consultei, só após a posse. Ou seja, sem partido, não pode haver diplomação uma vez que a “filiação partidária é condição de elegibilidade, e que o instituto da elegibilidade somente se justifica e encerra com a diplomação (ou posse), que é sua condição sine qua non. Tudo em decorrência da Razoabilidade, da Teoria dos Fatos Determinantes, que estabelece o nexo causal lógico entre um evento e outro. É a lei da causa e do efeito”, segundo Dr. Milton.

Assustado, agora Blairo passou a afirmar que ainda está filiado no PPS e alguns jornais agora também já dão eco às suas palavras.

Mas está ou não filiado?

Para sanar a dúvida conversei com um membro do diretório Nacional do PPS que me afirmou ser este um caso superado para o Partido. Segundo ele, Blairo enviou um e-mail dizendo que por “circunstâncias” pedia seu afastamento ou desfiliação. O Presidente Roberto Freire aceitou a sua desfiliação e já protocolou isso no Tribunal Eleitoral. Ou seja, a ação já foi desencadeada. Na conversa fiquei sabendo de minúcias pitorescas nessa relação Blairo - PPS. Por exemplo, a pretensão de Blairo em ser candidato a presidente da República em 2010. Ele conversou com Roberto Freire e este lhe deu todo espaço possível dentro do partido, inclusive a vice-presidência. Sobre o indicativo de apoio a Geraldo Alckmin, diferente do que já vi circulando em alguns jornais, foi oficial sim, registrado em ata e assinado pelo próprio Blairo Maggi, apesar dos protestos do presidente regional em MT, Percival Muniz, que queria a todo custo atrelar um apoio ao PDT, até ser informado que isso não estava mais em discussão. Blairo assinou o apoio a Geraldo Alckmin. Mas apoiou Lula!

Quando já íamos encerrando a conversa escutei: “Pode colocar aí: O PPS está muito feliz com a saída de Blairo. Isso vai até facilitar nossa aproximação com o Gabeira”.

É, Blairo Maggi pode ter se perdido in apicibus júris ou nas sutilezas do direito.

(*) Adriana Vandoni - é economista, especialista em Administração Pública pela Fundação Getúlio Vargas/RJ. Articulista do Jornal A Gazeta. - Blog: http://argumentoeprosa.blogspot.com

COMENTO:

Como Blairo está apoiando Lula, e ao que tudo indica este se reelege, nada há de lhe acontecer. Vou valendo...

Cês não já sabem que entramos na Era do Vale Tudo? Então, isso aí é café pequeno. Esperem até p baile começar, mesmo.

SEM OPOSIÇÃO

No Piauí está-se entrando num processo perigoso de unanimidade, onde o governo reeleito de Wellington Dias pretende transcorrer o mandato sem oposição na Assembléia Legislativa – mas sem oposição, mesmo.

Primeiro porque a oposição elegeu a minoria dos parlamentares – cerca de dez, dos trinta.

E em segundo lugar, porque a rapaziada, lá, não sabe viver longe dos favores governamentais – não mais do que dois mandatos consecutivos -, e já está, por conta própria, e pela fome insaciável do governo, se bandeando, via negociações, para as hostes karnakianas.

É, meu povo, a gente precisa refazer este país...

SUPLÍCIO

A intragável ex-prefeita de São Paulo, Marta “não sei de que” (será que ela, depois do que fez com o apático marido, Eduardo Suplicy, não vai largar tal nome e usar o seu, de batismo, que já nem deve lembrar mais?), anda dizendo que o novo governo de Lula vai ter menos petista.

Duas boas notícias, se começar incluindo-a fora disso.

SE MATASSE

Votei em Cristóvão Buarque no primeiro turno. Votei pela qualidade intelectual do indivíduo, e bastante influenciado por uma frase sua, num daqueles debates da tv, quando ele disse que “quando criou o bolsa-escola o fez sob a contrapartida de a criança freqüentar a escola; e que Lula modificou o programa, exigindo de contrapartida, que os beneficiários permanecessem pobres”. Sem contar sua pregação para que houvesse segundo turno, apelando ao bom senso do brasileiro na hora de votar, para que as discussões e os votos amadurecessem.

Mas eis que se vai para o segundo turno e ele fica encima do muro, entre as opções de apoio.

Ora, logo ele, que ministro da Educação de Lula, foi demitido por telefone, por uma questão menor de acomodação política, quando inclusive estava fora do país, em Portugal. Recordo que José Saramago, grande escritor de renome mundial, criticou a atitude presidencial, dizendo que um homem com o quilate cultural de Buarque não merecia tratamento como aquele. Bom, doutor, mas esperar o que de Lula?

Muito bem, só pelo fato de ele, Cristóvão, estudar a possibilidade de votar em Lula, já me fez pensar em cassar meu voto.

Porque prova que ele mesmo não se valoriza. E se você mesmo não se valoriza...


VENAL

A despeito de se vender, relembro a frase de Apparício Torelly, nosso inapagável Barão de Itararé:

- O homem que se vende recebe sempre mais do que vale.

25 outubro 2006

PALHAÇADA

PF INVESTIGA 380 MIL TELEFONEMAS PARA
A PRESIDÊNCIA NO CASO DOSSIÊ


A Polícia Federal investiga 380 mil ligações efetuadas e originadas de telefones da Presidência da República e o envolvimento de 66.256 pessoas nas investigações da compra do dossiê por petistas para envolver políticos do PSDB com a máfia das sanguessugas.

Esses dados estão sendo cruzados com 43.778 contas bancárias, 56.047 linhas telefônicas, que geraram 2.828 milhões chamadas. Na compra dos dólares, que seriam usados como parte do pagamento do dossiê, são analisados 311.039 e mais de 1,58 milhão de transações financeiras. Esses dados referem-se à quebra de sigilo bancário e telefônico do período de um mês terminado em 15 de setembro, data em que os petistas Gedimar Passos e Valdebran Padilha foram presos pela PF com R$ 1,7 milhão.
Do Portal G1 (da Globo)
COMENTO:
Esse país definitivamente não existe.
Não bastasse o que faz a classe política com nossa gente de inteligência mais acanhada, vem aí a antes respeitada, competente e funcional Polícia Federal, de grandiosos serviços prestados ao país, e se autodestrói de uma forma tão pequena, tão lamentável, ao querer engrupir os que temos um pouco mais de QI.
Tenham a santíssima paciência. Respeitem as pessoas, parem com essa tentativa dantesca de querer nos torturar tratando-nos como se fossemos idiotas plenos. Essa deve ser a recomendação dos governantes que temos hoje, em resposta à cobrança que fazemos por um país digno, compatível com a dimensão moral da nossa gente. Pedimos apenas e tão somente um basta a essa situação de tanta nojeita, hipocrisia, descaramento. A ordem deve ser essa: vamos debochar da cara desses abestados, vamos gozar da cara deles, para que se sintam, como nós, o supra-suma da escrecência.
Filhos da puta!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Ora se para desbaratar uma quadrilha de porcos miúdos precisava de tudo isso.
Ora se para descobrir origem de dinheiro, ou a arquitetura de um crime tão imbecil precisava disso aí.
Ora, não precisava nem de investigação.
Afinal, querem mesmo nos transformar em palhaços. Palhaços que bancam o funcionamento de um circo, onde acontece um espetáculo sem a menor graça.
Oh, Brasil, o que será de ti nos tempos próximos?

22 outubro 2006

PILANTRAGEM ELEITORAL

Demolidor

Lula ataca seus adversários tucanos, dizendo que eles são como aquelas máquinas que em meia hora derrubam edifícios construídos há 30, 40 anos. Isso, com certeza, a despeito de privatizações, assunto sobre o qual não tem o menor sentido se tratar como miudeza de uma campanha eleitoral, pois essa renca sabe muito bem, e faz de conta que não sabe, que o Estado não deve ser empresário, e que na maioria dos casos a privatização foi um grande mal necessário.

Fico aqui pensando com meus botões: que nome, que apelido deve ser dado a uma criatura que em quatro anos de um mandato desastroso desmoralizou a instituição mais honrada da nação (sua presidência), a infinita maioria dos órgãos públicos subordinados a esta instituição (Banco do Brasil, Caixa Econômica, Petrobrás, Correios, Polícia Federal, Ministério da Justiça, Ministério da Fazenda...), órgãos dos outros poderes (Supremo, Congresso...), e a consciência do homem humilde “deste país” através do que ele chama, equivocadamente, de transferência de renda?

SUBINDO NO TELHADO

Dúbio

Sinceramente não entendi essas palavras de Lula:

“Agora já aprendemos, estamos mais calejados... os companheiros petistas certamente não vão fazer as burrices que fizeram neste primeiro mandato”.

Não sei se ele quis dizer que dagora em diante os meninos vão roubar certinho, ou não vão mais roubar.

Talvez o Derico, do Jô, saiba explicar essa dúvida...



Nem Aquela

Aquela... do Mercadante, quando ele afirmou que o chefe de gabinete do seu presidente, Gilberto Carvalho, e o ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu, não têm qualquer participação no episódio da tentativa de compra do dossiê contra políticos tucanos por petistas.

Das duas, uma: ou ele sabe quem tem, ou então ele tem bola de cristal...


Lulinha

Menino besta, esse filho do Lula, hein?

Da minha parte, prefiro os meus meninos canelas-de-pau do que Ronaldinhos a esse preço...


Tapete

De um eleitor gaúcho, ontem:
"É tudo politicagem, os outros faziam pior. Concordo com o Lula, a diferença é que agora está tudo exposto. Antes ia para baixo do tapete", argumentou o aposentado Humberto Wagner, 60 anos.

Desculpa, moço, mas a sujeirada toda só não tem ido para debaixo do tapete por causa da Imprensa. Sem contar que essa turminha dagora tem uma cara de pau que só vendo.
E mais, sabe o demônio o que é que não escondem as coxias do governo petista...


Quem é Lorenzetti

Jorge Lorenzetti era chefe do núcleo de risco e mídia da campanha pela reeleição, mas seu envolvimento com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e com a cúpula do PT transcende as relações político-partidárias. Ele é também o churrasqueiro preferencial do presidente nos principais encontros promovidos na Granja do Torto.
Diretor do Banco do Estado de Santa Catarina (Besc) desde março de 2005, Lorenzetti pediu licença do cargo em 1º de agosto para integrar a campanha pela reeleição do presidente, em Brasília. Coincidência ou não, o atual presidente do Besc, Eurides Luiz Mescolotto, é também um velho amigo de Lula e de Lorenzetti.
Indicado pelo presidente para assumir o banco - que foi federalizado em 1999 -, Mescolotto é ex-marido da senadora Ideli Salvatti (PT-SC). Na primeira quinzena de julho o próprio Lorenzetti e a senadora Ideli foram recebidos em Brasília. No encontro se discutiu, entre outras coisas, a criação de um comitê suprapartidário em Santa Catarina em apoio à reeleição.

A confiança de Lula em Lorenzetti não se restringia aos horários de lazer. Em 21 agosto de 2003, durante discurso do presidente, no lançamento do Pólo de Fruticultura da Amazônia, no município de Benevides (PA), Lorenzetti foi nominalmente citado por Lula como alguém em quem os presentes deveriam "confiar", como um bom homem de relações internacionais. Lorenzetti é conhecido entre os petistas como um exímio arrecadador de fundos internacionais.
Esse histórico começou em meados da década de 90, quando ele era uma das principais lideranças nacionais da Central Única dos Trabalhadores (CUT), quando a entidade ainda não tinha relações profundas com o PT. Segundo petistas, em meados da década de 90 Lorenzetti formava, junto com Delúbio Soares (tesoureiro) e Gilmar Carneiro (secretário-geral), o tripé de comando da CUT. Foi também o primeiro candidato a prefeito de Florianópolis pelo PT, em 1985.
Entre seus churrascos presidenciais famosos está um oferecido por Lula ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, durante a transição de governo. Na ocasião, Lorenzetti viajou de Santa Catarina a Brasília para assar uma costela de boi.
(Copiado da Tribuna da Imprensa)

Comento:
Essa Ideli... Agora entendo porque tanto afinco na defesa do seu presidente. Em que outro governo a “zoiuda” iria arranjar emprego para o ex-marido?

E esse churrasqueiro? Parece que era “pau-prá-toda-obra”. Igual ao Sombra, ao Gilberto Carvalho, ao Freud, ao Delúbio, ao Silvinho...


O risco do machado

Lula ainda hoje comemora a queda do velho cacique Malvadeza na Bahia.
Mas, como ninguém na vida nunca há de ter tudo o que quer, eis que seu amigão (dele, Lula) José Sarney, que por pouco não perdeu o mandato, lá no Acre (por onde concorre, já que no Maranhão não tem mais vez) está na biqueira de ser derrotado através da filha, Roseana.


Siribolo

Ih, mas coisa grossa vai ser a eleição de Jackson Lago para o Governo do Maranhão.
Bem aqui em Timon vai ser parada, pois o governador é ligadão no Chico Leitoa, arquiinimigo da prefeita Socorro.
O Chico, por sinal, é coordenador da campanha de Jackson na região.
Como nem ele, nem o filho, se elegeram, devem estar com uma fome danada por cargo...
Procurador
Tem muito neguim antes prestigiado, em função do mandato recém perdido, que
agora vai ser Procurador.
De emprego, que é o que faz todo aquele que o povo refuga nas urnas, como diz o senador Heráclito Fortes.