AS NOVAS
Jabor: além de censura, multa
O Tribunal Superior Eleitoral decidiu, por maioria, multar em 20 mil Ufirs a rádio CBN por manter em seu site um comentário de Arnaldo Jabor criticando o presidente Lula. Segundo o relator da representação petista, “houve uma avaliação ideológica de cada candidato, pintando de forma muito colorida um deles e denegrindo o outro”. Uma Ufir equivale a R$ 1,0641, totalizando R$ 21.2 mil reais.
Bons tempos aqueles da liberdade de Imprensa, do fim da censura...
PT, PT, em que não te transformastes...
Debate com Genro
O ex-presidente do BNDES e ex-ministro das Comunicações do governo FHC - que capitaneou a maior privatização já realizada no País, a da Telebrás, em 1998, por R$ 21 bilhões - desafiou para um debate o ministro das Relações Institucionais Tarso Genro, que pela manhã sugeriu à Rádio CBN que o valor privatização da Companhia Vale do Rio Doce teria sido muito baixo.
"Me põe na frente do Tarso Genro e você vê o que acontece. Pode colocar aí: estou convidando o Tarso Genro para debater essa questão. É um banana que não sabe fazer conta de somar", afirmou.
Tratado pela imprensa como "Mendonção", buscou esvaziar os argumentos do PT no front das privatizações. "A Vale foi vendida pelo preço do minério de ferro que existia na época. O PT fala mentira, e se o lado de cá não responde...", queixou-se Mendonça de Barros. "Se a Vale fosse vendida por preço de banana, deveria ter tido uns dez caras querendo comprar e só teve dois consórcios que disputaram a empresa", disse.
Comentário meu: esse cara, Tarso Genro, deve ter feito curso com os nazistas, a contar por uma das suas declarações imbecilizadas de outro dia – aliás, ele fala como quem está agarrado aos peitinhos da viúva e não quer largar de jeito nenhum. Disse o “camarada” que se a Oposição viesse com papo de impeachment, o PTzão ia botar a “militância” na rua, para defender seu governo. Grandessíssima autoridade governamental...
Lula, o chefe
O Palácio do Planalto bem que tentou abafar, mas desde o início o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o Lula, esteve no centro da crise política. O escândalo eclodiu em 14 de maio de 2005, com a divulgação de uma gravação clandestina pela revista Veja. Maurício Marinho, funcionário dos Correios, pôs no bolso do paletó R$ 3 mil. Propina. De cara, a evidente vinculação do PTB (Partido Trabalhista Brasileiro) ao esquema de corrupção. Os Correios eram área de influência do partido, uma das agremiações integrantes da base aliada do governo federal, capitaneada pelo PT (Partido dos Trabalhadores), a legenda de Lula.
Enquanto os telejornais escancaravam a fita com as imagens de Maurício Marinho enfiando o dinheiro no bolso, Lula apressava-se em defender o deputado Roberto Jefferson (RJ), o presidente nacional do PTB. Palavras de Lula, alto e bom som:
– Precisamos ter solidariedade com os parceiros, não se pode condenar ninguém por antecipação.
Lula se pronunciou durante almoço com aliados. O presidente insistiu:
– Parceria é parceria. Tem de ter solidariedade.
E arrematou, para não deixar dúvidas:
– Essa é a hora em que Roberto Jefferson vai saber quem é amigo dele e quem não é.
Lula estava preocupado. Recorda-se que, alguns meses antes, dissera a seguinte frase endereçada a Jefferson, em meio ao noticiário que especulava sobre um pagamento de R$ 10 milhões do PT ao PTB, com vistas a “comprar” o apoio dos trabalhistas às eleições municipais de 2004:
– Eu te daria um cheque em branco e dormiria tranqüilo.
A gravação de Maurício Marinho trouxe outras complicações. O funcionário dos Correios mencionou uma empresa, a Novadata. Pertence a Mauro Dutra, o Maurinho, amigo de Lula. A Novadata é uma fornecedora de computadores ao governo federal. Em dois anos e meio de administração Lula, faturou R$ 273,5 milhões. Como se sabe, Maurício Marinho desandou a conversar com os interlocutores que o subornavam, sem saber que estava sendo gravado.
Aqui uma pausa, para registrar: Lula passou o réveillon de 2001 na mansão de Mauro Dutra em Búzios, no badalado litoral do Rio. O mesmo Dutra que fez contribuições ao PT, arrecadou dinheiro para o partido e emprestou avião a Lula. Na fita, Marinho fala de “acertos” em licitações. Descreve manobra da Novadata para superfaturar computadores. A empresa tentou fazer o preço de cada computador vendido ao governo dar um salto injustificado, de R$ 3.700,00 para R$ 6.000,00.
Comentário meu: O texto acima foi extraído do livro O Chefe, do jornalista paulista Ivo Patarra, que já foi repórter dos jornais Folha de S.Paulo, Folha da Tarde, Diário Popular e Jornal da Tarde. Está integralmente disponível na internet, no endereço http://www.escandalodomensalao.com.br. , sem qualquer complicação. Dá uma olhadinha...

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